
Na manhã desta quarta-feira (3), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Chapecó, deflagraram ação em Desdobramento da 4ª fase da Operação "Sodalitas Finis". A operação tem como objetivo a apuração de crimes de organização criminosa envolvendo delitos de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e comércio ilegal de arma de fogo no município de Chapecó.
A operação objetiva o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e de dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, após representação da Polícia Civil e requerimento da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
Esse novo desdobramento da operação é resultado da unificação de investigações conduzidas pela PCSC e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que contou com o compartilhamento de dados e cruzamento de informações por ambas as instituições, resultando no fortalecimento das estratégias investigativas e em novas ações de repressão às atividades ilícitas do grupo criminoso. Durante a operação, houve apreensão de droga.

A quarta fase da Operação "Sodalitas Finis" foi deflagrada em 06 de fevereiro de 2025, com o cumprimento de 70 mandados de busca e apreensão e 49 mandados de prisão preventiva. Naquela oportunidade as ordens foram cumpridas nas cidades de Chapecó, Joinville, Palhoça, Lages, Curitibanos, São José do Cedro, Coronel Freitas e Guatambu, em Santa Catarina, e em Cascavel, no Estado do Paraná.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames periciais. Após confecção de laudos periciais, as evidências serão analisadas pela equipe de investigação para dar continuidade às investigações.
A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
O nome “Sodalitas Finis”, ou “o fim do grupo” foi escolhido em alusão à meta principal desta operação: desarticular as atividades desta organização criminosa, inicialmente, na cidade de Xaxim e região próxima a Chapecó, cujos criminosos são responsáveis por uma ampla variedade de crimes graves, incluindo tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos, entre outros.
Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a facções criminosas. A proposta é intensificar o combate a crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ocultação de capitais, com mais inteligência, agilidade e resolutividade.
A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança. Um coordenador foi designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e tem como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados.

